Por Estevão Damacena
Em um mundo em que seus habitantes estão sedentos por novidades e consumo, permanecer dentro de casa é possivelmente um estorvo. Agora temos a oportunidade de descobrir mais sobre a máxima do filósofo francês Blaise Pascal, “o homem será feliz quando aprender ficar consigo mesmo dentro de seu quarto”. O silêncio é o principal caminho para ouvirmos nosso ser interior.
Conviver e
enfrentar a solidão não nos foi ensinado. Não aprendemos a nutrir carinho e
cuidado com o ser dentro de nós. Levamos nossa vida de qualquer maneira,
investindo em hábitos distrativos, quando não destrutivos. “Ficar consigo mesmo”
seria desligar-se do bombardeio do mundo exterior, e se conectar àquele que
está contigo desde que você nasceu. Conectar-se àquela voz que vem de dentro. Negligenciamos
esta voz a todo momento.
A voz que nos diz que assistir aquele video no youtube será perca de tempo, e nos sentiremos envergonhados ao terminar. Aquela voz que de antemão te diz que rolar o feed de notícias de seu facebook não te levará a lugar nenhum, mas trará sim descontentamento. Aquela voz que te diz para pegar leve com a bebida, pois o alcoolismo pode ser uma realidade em sua vida. Ela tenta nos ajudar a acertar nossa vida. Mas estamos condicionados à fraqueza. A excitação destes hábitos é mais forte. Prefirimos o barulho externo, o prazer momentâneo, o entretenimento, a distração. O hedonismo é o nosso Deus. Todavia, insistir nestes hábitos nos torna mais do que não somos, e menos do que poderíamos ser.
A voz que nos diz que assistir aquele video no youtube será perca de tempo, e nos sentiremos envergonhados ao terminar. Aquela voz que de antemão te diz que rolar o feed de notícias de seu facebook não te levará a lugar nenhum, mas trará sim descontentamento. Aquela voz que te diz para pegar leve com a bebida, pois o alcoolismo pode ser uma realidade em sua vida. Ela tenta nos ajudar a acertar nossa vida. Mas estamos condicionados à fraqueza. A excitação destes hábitos é mais forte. Prefirimos o barulho externo, o prazer momentâneo, o entretenimento, a distração. O hedonismo é o nosso Deus. Todavia, insistir nestes hábitos nos torna mais do que não somos, e menos do que poderíamos ser.
Jordan
Peterson em livro 12 rules for life
diz “take care of yourself as you would
take of others”, "cuide-se
como você cuidaria de outros”. Cuidar-se,
tratar-se com respeito e beatitude se configura em uma atitude de coragem.
Requer sacríficio. Requer obedecermos essa voz interior. Podemos chamá-la de consciência,
espírito amigo(ou santo), ou vocação. “Vocação”
em sua raíz etimológica se traduz como “aquele que chama”, ou, “a voz que chama”.
Essa voz que chama nos convida a
pavimentar nosso destino.
Aproveite a
solidão e o silêncio para cuidar de si. Para ouvir esta voz. É ela que nos ajudará
consertar nossas vidas. Mesmo que seus erros do passado insistem em te
convencer do contrário. Perdoar outros talvez seja mais fácil do que perdoar a
si mesmo. Conserte-se, e o mundo colaborará. No silêncio, podemos sim ser
felizes.
Estevão Damacena, 27
